Brasileiros pensam na morte, mas não se planejam. Veja o que os dados revelam para você. 

Pensar na própria finitude já faz parte da realidade de grande parte dos brasileiros. No entanto, transformar essa reflexão em planejamento financeiro ainda é um desafio. Uma pesquisa a nível nacional encomendada pela Icatu Seguros em parceria com a Conversion traz insights relevantes para vocês que atuam com Seguro de Vida e Planejamento Financeiro. 

Os dados mostram que 67% dos brasileiros afirmam pensar na morte com alguma frequência, mas apenas 16% dizem estar organizados financeiramente e somente 12% possuem Seguro de Vida. O cenário revela uma oportunidade clara para o mercado: existe consciência, mas falta ação estruturada. 

Para você, isso significa um terreno fértil para conversas consultivas, e não apenas transacionais, acompanhe.

Consciência existe, mas planejamento ainda não 

Apesar de 43% dos entrevistados afirmarem já ter conversado com a família sobre o tema, a maioria não transformou essa conversa em medidas concretas. O estudo mostra que o momento do luto pode ser agravado por custos inesperados, conflitos familiares e insegurança financeira quando não há planejamento prévio. 

Segundo Luciana Bastos, Diretora de Produtos Vida da Icatu Seguros, o desafio está em transformar reflexão em ação prática 

“Ainda existe uma percepção limitada de que o Seguro de Vida está ligado apenas à morte. Na prática, ele é um instrumento de proteção para imprevistos que afetam a renda e a estabilidade financeira. Planejar é garantir continuidade, não apenas herança”, destaca a Diretora 

O papel da cultura e do comportamento financeiro 

A pesquisa também aponta que falar sobre morte ainda é um tabu cultural no Brasil. A advogada Cynthia Araújo destaca que muitos brasileiros evitam o tema por medo ou superstição, o que dificulta o planejamento financeiro preventivo. 

Para você, esse dado reforça a importância de uma abordagem sensível e educativa, que ajude o cliente a enxergar o planejamento como cuidado, e não como pessimismo. 

Estímulos que despertam a fala sobre finitude, mas não garantem ação em planejamento financeiro 

A reflexão sobre a finitude geralmente surge após eventos concretos, como: 

  • perda de alguém próximo (67%) 
  • avanço da idade (33%) 
  • notícias sobre violência (33%) 
  • procedimentos médicos (30%) 

Esses gatilhos impactam decisões financeiras: 

  • 40% passam a considerar a organização do patrimônio 
  • 34% começam a guardar dinheiro 
  • 25% buscam quitar dívidas 

Mesmo assim, 18% admitem pensar no tema, mas não se organizam, evidenciando a fricção entre intenção e execução, um espaço onde você, corretor, pode atuar como facilitador. 

Diferenças de comportamento entre homens e mulheres 

O estudo revela nuances importantes para a abordagem comercial. Entre as mulheres, a violência aparece como uma evidência mais forte para pensar na morte (36%, contra 29% entre homens). Já os homens tendem a associar o tema ao ciclo de vida e idade (39%). 

Homens declaram maior nível de organização financeira (20%), enquanto mulheres aparecem mais frequentemente entre aquelas que se preocupam com a família sem estrutura formal (26%). São dicas importantes que podem orientar estratégias de comunicação personalizadas. 

Patrimônio existe, mas proteção formal é baixa 

Outro achado relevante: 53% afirmam ter investimentos, como poupança ou aplicações financeiras. Por outro lado: 

  • 22% dizem não ter nenhum produto que ficaria para a família 
  • 13% declaram ter dívidas que seriam herdadas 
  • apenas 12% possuem seguro de vida 

Esse dado reforça uma percepção recorrente: o brasileiro investe, mas não necessariamente protege. 

Conversa em família não significa planejamento estruturado 

O estudo indica que 59% já conversaram com a família sobre organização financeira, mas: 

  • 43% conversaram, sem organizar nada 
  • apenas 16% dizem ter tudo organizado 

Além disso, 29% ainda pretendem falar sobre o tema, e 11% afirmam não ter intenção de conversar. Para você, esse cenário abre espaço para atuar como mediador de planejamento familiar. 

Gerações mais jovens pensam mais na morte, no entanto não organizam as finanças 

Geração Z (16 a 28 anos) e Millennials (29 a 44 anos) lideram a reflexão sobre finitude (22% e 24% pensam com frequência), mas a organização financeira continua baixa em todas as faixas etárias.  

A proporção de pessoas com Seguro de Vida varia entre 11% e 13%, enquanto cerca de 50% têm investimentos, ou seja, consciência geracional não se traduz automaticamente em proteção. 

Impactos sociais e econômicos do não planejamento 

Além do aspecto financeiro, o estudo mostra que o luto ainda é vivido de forma solitária: 

  • 44% dizem que o tema é evitado socialmente 
  • 25% vivenciam o luto de forma isolada 
  • apenas 22% buscam apoio profissional 

Do ponto de vista econômico, a falta de planejamento pode gerar conflitos familiares, dificuldades de liquidez e herança de dívidas, temas que reforçam o seu papel consultivo. 

Oportunidade para o corretor transformar reflexão em proteção 

Por fim, os dados da pesquisa reforçam que o mercado de Seguro de Vida ainda tem um espaço significativo de crescimento no Brasil.  

Mais do que vender produtos, você tem a oportunidade de atuar como educador financeiro, ajudando clientes a transformar preocupação em planejamento estruturado. Gostou do artigo, corretor? Para conferir a pesquisa completa com esses e outros insights, leia na íntegra no Portal da Icatu Seguros.

Metodologia 

A pesquisa foi realizada  em novembro de 2025, com 500 pessoas conectadas à internet, de todos os estados do Brasil. 
Abrangência: nacional 
Plataforma: Pollfish 
Questionário: 10 perguntas (múltipla escolha, escolha única e discursivas) 
Foco: percepção, experiência e comportamento 

FONTE: ICATU SEGUROS